Não estou em mim, não me reconheço, há coisas a bloquear o que sinto, não lhes
sei dar nome; mas há coisas.
Gostava de ter mais explicações, mas acima de tudo gostava que estas palavras
fossem a resposta à pergunta que não te interessa fazer, e graças a isso fico
aqui sem explicar.
Há alturas em que se
baralha o sistema, e me apetece tirar a capa que esconde a minha liberdade,
sim, não passa de uma capa, e não, não te traio. E agora? Será que isso te
importa, ou estamos aqui apenas para manter as aparências que apenas a nós
dizem respeito?
Aqui não há
problemas, há mágoas, muitas, e não, não dói, mas arde e afasta. Mata, mas não
a mim nem a ti, mata sentimentos, mata verdades e vontades.
E agora? O que queres fazer da tua vida, ou por outra, o que vais fazer da
minha vida?
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