Onde está aquela pessoa grande capaz de interpretar perspicazmente as minhas metáforas?
Onde estás?
Já passou da hora e ainda continuo aqui à espera do tal abraço.
Onde estás? Sim tu, que me sugas a energia e me projectas para sítios onde nem sequer pensava ir?
Onde está a pessoa que me desinfecta a alma e me devolve anos de vida?
Sim tu, das gargalhadas feias, do riso estúpido, das coisas na barriga que fazem rir?
Onde está a perfeição das horas por que não damos a passar?
Não tenho saudades tuas, mas faltas-me tanto!
Sim tu, sem problema nenhum de te apontar o dedo.
Tu que me metes a falar do tempo; não, hoje não vou olhar para as luzes para me distrair.
Deixa-me estar aqui, longe de tudo, com todo o orgulho de poder dizer de boca cheia que te reconheço de olhos fechados.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
V-ida
sábado, 22 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
...
Mãos ao alto, rendo-me com as que tenho e mais algumas.
Está uma noite bastante fria,mesmo daquelas vagas o suficiente para mais uma vez escrever para ti.
Desta vez um rascunho que ficará esquecido no caderno à espera que me procures.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
E agora, quais os restos que vais guardar de mim em ti?
Passou a tempestade e este podre barco deixa-se boiar pela maré, em alto mar, desabitado, 'à espera que algo aconteça', esperando que a ironia do destino se faça à vida e que esses labirintos fechados que deixas florir pelo peito a dentro se estilhacem, apodreçam.Há quem tenha fé que aqueles pedaços de madeira podre cheguem a bom porto, eles apenas anseiam pelas mãos do bom mecânico que os torne habitáveis, para voltarem às grandes tempestades em alto mar, à conquista de novos dias em que o destino se alimenta de tórridas ironias.
domingo, 26 de outubro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Não estou em mim, não me reconheço, há coisas a bloquear o que sinto, não lhes
sei dar nome; mas há coisas.
Gostava de ter mais explicações, mas acima de tudo gostava que estas palavras
fossem a resposta à pergunta que não te interessa fazer, e graças a isso fico
aqui sem explicar.
Há alturas em que se
baralha o sistema, e me apetece tirar a capa que esconde a minha liberdade,
sim, não passa de uma capa, e não, não te traio. E agora? Será que isso te
importa, ou estamos aqui apenas para manter as aparências que apenas a nós
dizem respeito?
Aqui não há
problemas, há mágoas, muitas, e não, não dói, mas arde e afasta. Mata, mas não
a mim nem a ti, mata sentimentos, mata verdades e vontades.
E agora? O que queres fazer da tua vida, ou por outra, o que vais fazer da
minha vida?
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Um dia os nossos olhos estarão ao mesmo nível...
Um dia vou abrir a comporta dos sentimentos e vou deixar jorrar em ti esta maré furiosa que sufoca, suponho que é assim que os crescidos fazem.
Se fosse crescida neste momento apenas diria que não se brinca assim com o coração de ninguém, não se brinca com os sentimentos de uma menina pequenina como eu... Eras quase uma certeza na minha vida.
Para limpares o teu amor, sujaste o meu coração com as tuas histórias de gente grande.
A mim não importava que se esgotasse o Mundo, desde que não me faltasses tu para me apoiar, deitaste todas as promessas e moldes de felicidade automática pelos ares.
Não te preocupes, saberei cuidar de ti, quando voltares entre os estilhaços e fragmentos do que foste.
Um dia vou ser crescida, nesse dia pode ser que a minha voz tenha amplitude suficiente para chegar aos teus ouvidos, pode ser que o volume dos meus braços seja suficiente para te abraçar bem forte, do modo que eu te dizia que só no teu abraço encontrava.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Roubava-te dos teus sonhos, acordando-te nos meus.
Sonhavas com coisas tristes, e eu ali, acordada, desejando apenas saber com o que sonhavas. Enquanto dormias renovamos os laços, recordámos as promessas; Enquanto dormias em meus sonhos despi-te de bom-senso, queria deixar-te à vontade, queria que fosses feliz.
Chegaram os momentos em que partilhávamos insónias, aquele momento em que apesar de comummente dormirmos, ali estávamos em claro, acordando em verdades opostas que vivíamos até ali em segredo.
Brinquei com a sombra da minha mão, enquanto esperava que acordasses.
De olhos fechados, por tanto tentar dormir, suavemente afugentava a memória do teu corpo quase despido a meros centímetros do meu; e tu sem acordar.
A mesma mão com que brinquei nas sombras recordava-me a sensação de passá-la pelas tuas costas, cada traço, cada sinal...; voltaste-te para o lado, continuei a tentar dormir.
Desta vez em pensamentos fumei alguns cigarros, para que o tempo não nos faltasse, fumei-os todos, sempre um de cada vez.
Aqui estou eu, a contar os minutos debaixo de toda esta escuridão e a escassa luz a tentar guiar-me a ti, teimosamente insiste em seduzir-me.
Acordei, olhei para o lado, disseste Bom Dia!







