Onde está aquela pessoa grande capaz de interpretar perspicazmente as minhas metáforas?
Onde estás?
Já passou da hora e ainda continuo aqui à espera do tal abraço.
Onde estás? Sim tu, que me sugas a energia e me projectas para sítios onde nem sequer pensava ir?
Onde está a pessoa que me desinfecta a alma e me devolve anos de vida?
Sim tu, das gargalhadas feias, do riso estúpido, das coisas na barriga que fazem rir?
Onde está a perfeição das horas por que não damos a passar?
Não tenho saudades tuas, mas faltas-me tanto!
Sim tu, sem problema nenhum de te apontar o dedo.
Tu que me metes a falar do tempo; não, hoje não vou olhar para as luzes para me distrair.
Deixa-me estar aqui, longe de tudo, com todo o orgulho de poder dizer de boca cheia que te reconheço de olhos fechados.
Vidas Soltas.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
V-ida
sábado, 22 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
...
Mãos ao alto, rendo-me com as que tenho e mais algumas.
Está uma noite bastante fria,mesmo daquelas vagas o suficiente para mais uma vez escrever para ti.
Desta vez um rascunho que ficará esquecido no caderno à espera que me procures.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
E agora, quais os restos que vais guardar de mim em ti?
Passou a tempestade e este podre barco deixa-se boiar pela maré, em alto mar, desabitado, 'à espera que algo aconteça', esperando que a ironia do destino se faça à vida e que esses labirintos fechados que deixas florir pelo peito a dentro se estilhacem, apodreçam.Há quem tenha fé que aqueles pedaços de madeira podre cheguem a bom porto, eles apenas anseiam pelas mãos do bom mecânico que os torne habitáveis, para voltarem às grandes tempestades em alto mar, à conquista de novos dias em que o destino se alimenta de tórridas ironias.



