Acordei com o teu acordar, como se a meu lado dormisses.
Roubava-te dos teus sonhos, acordando-te nos meus.
Sonhavas com coisas tristes, e eu ali, acordada, desejando apenas saber com o que sonhavas. Enquanto dormias renovamos os laços, recordámos as promessas; Enquanto dormias em meus sonhos despi-te de bom-senso, queria deixar-te à vontade, queria que fosses feliz.
Chegaram os momentos em que partilhávamos insónias, aquele momento em que apesar de comummente dormirmos, ali estávamos em claro, acordando em verdades opostas que vivíamos até ali em segredo.
Brinquei com a sombra da minha mão, enquanto esperava que acordasses.
De olhos fechados, por tanto tentar dormir, suavemente afugentava a memória do teu corpo quase despido a meros centímetros do meu; e tu sem acordar.
A mesma mão com que brinquei nas sombras recordava-me a sensação de passá-la pelas tuas costas, cada traço, cada sinal...; voltaste-te para o lado, continuei a tentar dormir.
Desta vez em pensamentos fumei alguns cigarros, para que o tempo não nos faltasse, fumei-os todos, sempre um de cada vez.
Aqui estou eu, a contar os minutos debaixo de toda esta escuridão e a escassa luz a tentar guiar-me a ti, teimosamente insiste em seduzir-me.
Acordei, olhei para o lado, disseste Bom Dia!
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